AMAMENTAÇÃO - ENTREVISTA COM A NUTRICIONISTA MARIA LUCIA LOPES (MALU)

Oi gente, antes de virar fotógrafa lá em 2014, eu me formei em Nutrição pela UNISINOS. Sempre que eu conto isso para as minhas clientes elas ficam muito surpresas, pois aparentemente uma coisa não tem nada a ver com a outra! Aí que vocês se enganam, na época da faculdade eu estudei e convivi muito com mães, de uma maneira diferente da que faço hoje em dia, mas a questão da amamentação sempre esteve presente na minha vida.


Outro ponto em comum nas minhas duas profissões é que não basta o conhecimento técnico se tu não ama o que faz. Não basta saber a teoria se tu não está disposto a te jogar com todo o teu coração e amor para interagir com teus pacientes/clientes. Pensando nisso tive a ideia de convidar uma professora que é tudo isso e me marcou muito, a Maria Lucia Lopes, mais conhecida como a querida Malu. Além de minha professora ela me orientou em um estágio no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, onde trabalhei com aleitamento materno por 6 meses. Mandei umas perguntinhas pra ela e aqui vão as respostas:


1 - Malu, me conta um pouco da tua experiência trabalhando com aleitamento materno.


A minha experiência trabalhando com aleitamento é fantástica, me faz muito feliz. Tu tens várias conquistas que podem mudar positivamente o futuro de uma criança. Poder ajudar e fazer um resultado positivo é muito bom. Fora o brilho nos olhos das pessoas quando tu consegue ajudar.


2 - Qual a tua opinião sobre o parto humanizado e sobre esse movimento de mães com maior interesse em relação a isso?


Eu acho que o parto humanizado sempre deveria prevalecer. O parto não humanizado foi algo errado que aconteceu e se tornou comum. As mães deveriam cada vez mais saber que o parto humanizado é fundamental e o parto vaginal é muito importante.

Hoje, olhando pelo lado da nutrição, sabemos que até a microbiota da criança muda com o parto vaginal. Porém, para existir uma maior prevalência de partos vaginais é preciso que haja um aumento de partos humanizados.


3 - Tu acredita que o tipo de parto afeta o aleitamento materno?


Muito. Uma cesárea e/ou um parto mais agressivo dificulta bastante, pois quanto mais cedo a criança tem contato com a mama da mães, mais cedo essa mãe consegue o estimulo para a produção de prolactina, que é o hormônio que produz o leite.

Mas é claro que, quando há risco a cesárea é a alternativa, não podemos despreza-lá. O que é errado é a alta quantidade desse tipo de parto que temos hoje em dia.


4 - Tu acha que o interesse das mães em relação ao aleitamento materno tem aumentado ao longo dos anos?


A prevalência de aleitamento materno vem aumentando, mas aumenta mais em mulheres com maior renda e escolaridade, especialmente o aleitamento materno exclusivo. Isso é bem desigual, porque as mães de baixa renda até amamentam por mais tempo, mas introduzem outros alimentos mais cedo.

Acredito que a mulher está mais preocupada em cuidar do seu filho e por isso estão amamentando mais. Há uma mudança na posição da mulher mãe, que antes valorizava mais a vida profissional e agora estão valorizando mais a maternidade.


5 - O que tu observa sobre a culpa que as mães sentem em relação à amamentação?


Acho que não podemos julgar os motivos de uma mãe que não amamenta. Eu prefiro mil vezes que uma mãe não amamente e seja uma boa do que crie um estresse em relação a isso e não consiga curtir o momento com o seu filho. Uma pessoa que não está se sentindo bem amamentando não deve forçar.


6 - Tens algum conselho para as mães que, por qualquer motivo, não conseguem amamentar?


Meu conselho é: se tu não consegue amamentar, por qualquer motivo que seja, te respeita e respeita tua situação. Mas curte, ama e cuida do teu filho.

Eu mesma tenho uma situação familiar: a minha sobrinha, quando fui visitá-la, sua bebê tinha um mês e já estava tomando fórmula à noite. Com dois meses ela me olhou e disse “dinda, eu não consigo”. Eu pensei “ok, eu preciso ajudar a deixa ela uma mãe muito potente” e hoje ela é uma excelente mãe.

O que importa sempre é o amor de mãe!

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